A sociedade é permitida no Islã porque, quando Muhammad (que a paz esteja com ele) foi enviado como Mensageiro, as pessoas já faziam negócios por meio de companhias, e ele não proibiu isso. Al-Bukhari narrou que Abu Al-Minhal disse: “Eu e meu sócio compramos algo à vista e a prazo. Al-Bara ibn ‘Azib veio até nós, e nós lhe perguntamos sobre isso. Ele disse: ‘Meu sócio, Zaid ibn Al-Arqam, e eu fizemos o mesmo, e perguntamos ao Profeta ﷺ sobre isso. Ele ﷺ disse: “Aquilo que é à vista, você pega; e aquilo que é a prazo, você o devolve.”’” Ad-Daraqutni narrou, a partir de Abu Hurairah, que o Profeta ﷺ disse: “Allah, o Altíssimo, disse: ‘Eu sou o terceiro dos dois sócios enquanto um deles não trair o seu companheiro. Se ele o trair, Eu me retiro deles.’”
A sociedade é permitida entre os muçulmanos, os dhimmis (não muçulmanos que vivem sob autoridade islâmica) e entre muçulmanos e dhimmis. Assim, é permitido a um muçulmano entrar em sociedade com um cristão, um adorador do fogo ou outros dhimmis. Muslim narrou, a partir de Abdullah ibn ‘Umar, que disse: “O Profeta ﷺ negociou com o povo de Khaybar, que eram judeus, em troca da metade da produção de plantas ou frutos da terra.” Em outra narração de Bukhari, a partir de Aisha: “O Profeta ﷺ comprou alimentos de um judeu em Madinah e deixou sua armadura com ele como garantia.” At-Tirmidhi narrou, a partir de Ibn ‘Abbas, que disse: “O Profeta ﷺ faleceu enquanto sua armadura estava deixada como garantia em troca de vinte medidas (sa’a) de alimento, que ele tomou para sua família.” At-Tirmidhi narrou, a partir de Aisha, que “o Mensageiro de Allah ﷺ mandou chamar um judeu, pedindo-lhe duas vestes (e que esperasse) até o tempo de prosperidade.”
Portanto, entrar em sociedade com judeus, cristãos e outros dhimmis é permitido, pois negociar com eles é lícito. No entanto, os dhimmis não podem vender bebidas alcoólicas e carne de porco enquanto atuam como sócios de muçulmanos. Antes de formar uma sociedade com um muçulmano, um dhimmi pode ter vendido álcool, cujo lucro seria halal para a empresa. A sociedade só é válida entre pessoas cujo direito de disposição é permitido, pois é um contrato baseado na disposição de bens. Segue-se que é inválido formar uma empresa com uma pessoa que está impedida de dispor de bens. Também não é permitido entrar em sociedade com uma pessoa que está sob tutela, ou com uma pessoa cujo direito de disposição não é permitido.
Partnership is allowed in Islam because when Muhammad (pbuh) was sent as a Messenger people were dealing with companies and He (pbuh) did not forbid this. Al Bukhari narrated that Abu Al-Minhal said: “I and my partner bought something in cash and credit. Al-Bara ibn ‘Azib came to us so we asked Him about this. He said: ‘My partner, Zaid ibn Al-Arqam, and I did the same and we asked the Prophet (pbuh) about this.’ He (pbuh) said: ‘That which is in cash you take, and that which is in credit you return it back.”’ Ad-Daraqutni narrated from Abu Hurairah that the Prophet (pbuh) said: “Allah the Supreme said ‘I am the third of the two partners as long as one of them does not betray his companion. If He betrayed, I would withdraw from them.”’ Partnership is allowed amongst Muslims, Dhimmis (non-Muslims living under Islamic authority), and between Muslims and Dhimmis. So it is allowed for a Muslim to enter into partnership with a Christian, a fireworshipper or other Dhimmis. Muslim narrated from Abdullah ibn ‘Umar who said: ‘The Prophet (pbuh) dealt with the people of Khaybar, who were Jews, for half of the land production of plant or fruit.’ In another narration by Bukhari from Aisha: “The Prophet (pbuh) bought food from a Jew in Madinah and He deposited his armour with Him as security.” At-Tirmidhi narrated from Ibn ‘Abbas who said ‘The Prophet (pbuh) passed away while his armour was left as a security in return for twenty cubic measures (Sa’a) of food which He took for his family.’ At-Tirmidhi narrated from Aisha that ‘the Messenger of Allah (pbuh) sent for a Jew asking Him for two garments (and to wait) until (the time of) prosperity.’ Entering into partnership with Jews and Christians and other Dhimmis is therefore allowed, as dealing with them is permissible. However, Dhimmis are not allowed to sell alcohol and pork while acting as partners with Muslims. Prior to forming a partnership with a Muslim, a Dhimmi may have sold alcohol, the proceeds of which would be Halal for the company. Partnership is only valid between people whose right of disposal is allowed, for it is a contract based upon the disposal of property. It follows that it is invalid to form a company with a person who is prevented from disposal of property. It is also not allowed to enter into partnership with a person who is placed under guardianship, or a person whose right of disposal is not allowed.